Palácio de Mateus
Casa de Mateus O edifício da Casa de Mateus foi construído durante a primeira metade do século XVIII pelo 3º Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão, tendo a construção da capela sido finalizada pelo seu filho D. Luís António de Sousa Botelho Mourão em 1750. O traço da arquitectura barroca, na aplicação dos pináculos decorativos sobre os telhados, e o equilíbrio da decoração das diferentes fachadas da Casa, sem sobrecarga de ornamentos, que caracteriza a Casa de Mateus, é atribuído ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni. Esta casa veio substituir um antigo edifício já existente neste mesmo local desde o séc. XVII. Fontes manuscritas permitem-nos afirmar que em 1577 já havia pessoas da família a residir nesse espaço da Casa de Mateus (Cristóvão Álvares e sua mulher D. Maria Gonçalves). A entrada no pátio principal abre-se entre balaustradas de granito encimadas por pináculos. Nestas balaustradas tinham sido ali colocadas duas estátuas, uma representando a Justiça e a outra a Virtude, que foram deslocadas e que podem ser vistas no fundo da escadaria do jardim das traseiras. A fachada principal ostenta as armas dos Álvares Botelho Mourão, usadas pelo construtor, ladeadas por duas estátuas de guerreiros. O edifício da Casa de Mateus é considerado um dos monumentos mais representativos do Barroco no Norte de Portugal e um dos mais característicos da Europa, tendo sido classificado como monumento nacional em 1911. Em Abril 1961, por iniciativa de D. Francisco Albuquerque, 6º Conde de Vila Real e pai do actual proprietário, a Casa de Mateus abriu ao público pela primeira vez, apresentando uma exposição do seu acervo documental, actualmente depositado no Arquivo da Casa. O mesmo 6º Conde de Vila Real dedicou-se à administração da Casa e à divulgação cultural do Solar de Mateus, criando a Fundação da Casa de Mateus em Dezembro de 1970. A visita à Casa dá a conhecer, no andar nobre, a exposição permanente do museu, inicialmente instalado por D. Francisco de Sousa Botelho de Albuquerque. Jardins da Casa de Mateus Nos anos trinta do século XX, a Condessa de Mangualde manda plantar os jardins a sul da Casa com desenho de Gomes de Amorim. Seu filho, o instituidor da Fundação, no conjunto de grandes obras que realiza, inclui o espaço exterior que envolve toda a construção alterando definitivamente a sua leitura. Planta o túnel de cedros que cobre a escadaria nascente, enfatizando o eixo de perspectiva longitudinal que caracteriza todo o conjunto, constrói do seu lado norte três tanques com desenho de António Lino, e reformula os jardins de bucho, a sul, com desenho de Paulo Bensliman. No patamar superior, cria no limite da geometria de outro jardim de bucho, de ambos os lados do acesso à escadaria, os únicos momentos íntimos e românticos de todo o jardim com dois grandes conjuntos de cameleiras e bancos de estadia. Com consistente projecto de Gonçalo Ribeiro Teles, nas décadas de cinquenta e sessenta, D. Francisco de Sousa Botelho de Albuquerque altera totalmente toda a área que enquadra a fachada principal da Casa. Cria uma nova entrada, que num traço muito conseguido de desenho construído e vegetal, concebe a surpresa e o encantamento que constitui a aproximação à Casa, com a vista do alinhamento da sua perspectiva central. O Lago, um espelho de água construído nos anos cinquenta, prolonga de forma perfeita o conjunto edificado, que nele se reflecte reproduzindo a imagem da fachada principal, e envolvido por uma mata de castanheiros e carvalhos plantada nos anos sessenta, ao reflectir a Casa coloca-a no meio da vegetação. Os jardins da Casa de Mateus estão inseridos na Rota dos Jardins Históricos, mais precisamente na Rota do Douro.
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Vila Real
Morada: Fundação da Casa de Mateus, Casa de, 5000-291 Vila Real, Portugal